LISBOA, portugal

RESIDÊNCIA REIMAGINAR AS ARTES DECORATIVAS

 
IMG_2460.JPG

FUNDAÇÃO RICARDO DO ESPÍRITO SANTO SILVA- FRESS

Convidamos designers a trabalharem com um mestre artesão da FRESS em 17 workshops diferentes. Os produtos resultantes desta colaboração serão apresentados numa exposição no fim do ano no Museu de Artes Decorativas de Lisboa.

 

QUEM PODE INSCREVER-SE

  • Designers a meio da sua carreira profissional ou com pelo menos 8 anos de experiência.

  • Interessados em experimentar e re-imaginar as técnicas tradicionais.

  • Dedicados a um design de qualidade e sofisticado na criação dos seus produtos.

 


SOBRE FRESS:

A FRESS tem por missão a preservação, divulgação, ensino e investigação das artes decorativas e do saber-fazer com elas relacionado. Para a prossecução dos seus fins tem as seguintes unidades em funcionamento:

Museu de Artes Decorativas Portuguesas, conservando e promovendo a divulgação das artes decorativas e relacionadas nomeadamente da colecção de obras de arte que constituem o acervo museológico;

Escola e/ou unidade especificamente vocacionada para o ensino, formação e investigação em artes decorativas e no saber-fazer com elas relacionado;

Oficinas de artes e ofícios que asseguram a perpetuidade do saber-fazer e garantem a sua preservação patrimonial;

Departamento de Conservação e Restauro, vocacionado para a conservação e restauro no domínio das artes decorativas e com elas relacionadas que leva a cabo intervenções em património móvel e imóvel a nível nacional e internacional.

 
 
 

Beverly

Emmanuel Babled com Pedro Doria E David Cruz

Com: Carlos Ferreira, Luis Figueiredo, Luis Gomes, Luciano Silveira, Cristina Santos, Orlando Tavares 

Coordenação da produção: Jorge Fonte

Esculpida manualmente a partir de diferentes tipos de madeira, incluindo carvalho, nogueira, zebrano e Pau Santo, o design único de Beverly – sem superfícies planas, frente ou verso, puxadores, ou aberturas visíveis – é um convite à descoberta da sua forma e sugere um mistério por resolver.

Uma vez resolvido o mistério, descobrem-se as duas portas e os compartimentos aparentemente escondidos. Quatro elegantes pernas em latão polido dão-lhe leveza, enquanto os dois espelhos laterais, também em latão polido, contribuem para adensar o mistério, criando a ilusão de profundidade infinita.

A Beverly encontra-se disponível em vários tamanhos e outros tipos de acabamento.

 

LA GRAÇA

Marre Moerel com Miguel Alonso

Com: Pedro Dória, Luciano Sequeira, António Almeida, Cristina Santos, Orlando Tavares

Coordenação da produção: Jorge Fonte

Com uma identidade para lá da sua função, La Graça é uma escultura suspensa inspirada no enorme castiçal de madeira da Igreja da Graça, em Lisboa.

Partindo de um singelo detalhe do quase imaculado trabalho de entalhe do castiçal, La Graça celebra a perfeição e mestria do trabalho do entalhador, que evocando antigas memórias de repressão religiosa e política da sua época, pretende contrastar com o minimalismo contemporâneo da subtil luz LED que surge discreta do interior da complexa peça de talha.

 

La Gardienne

Marre Moerel com Beatriz Canha

Com: António Almeida, Ivo Ferreira e Clara Sales

Coordenação da produção: Jorge Fonte

O conceito da La Gardienne surge da ideia de unir a antiga técnica da gravação de couro e os seus ricos padrões decorativos com um design bastante minimalista, cuja forma cónica é um tributo a representações e símbolos de entidades protetoras da Humanidade.

Celebrando a beleza inerente ao couro no seu estado natural, portanto, sem qualquer tipo de tratamento, e os ricos padrões feitos exclusivamente de forma manual, La Gardienne reflete a convicção da designer Marre Moerel de que as invenções tecnológicas não são necessariamente inovadoras.

A ligação ao mundo pessoal de Marre Moerel é feita através da decoração escolhida para a gravação do couro; os pássaros são os seus Diamante-de-Gould que voam livres no seu estúdio e alguns pormenores frontais foram retirados do seu brasão de família que data de 1500’s.

 

CAMA DE ÓPIO

Marco Sousa Santos com Teresa Romão e Beatriz Canha

Com: Hugo Cardoso, Luís Gomes, Porfírio Pereira

Coordenação da produção: Jorge Fonte

A Cama de Opio é uma elegia da  contemplação.

Como representação de uma cama, sem aparente conforto, as suaves curvas da sua superfície em couro oferecem a comodidade suficiente para um descanso contemplativo. Com, ou sem estímulos artificiais, na Cama de Ópio esquecemos o nosso corpo e alimentamo-nos no Paraíso da nossa espiritualidade.

 

CADEIRA d’AREIA

Marco Sousa Santos com Beatriz Canha

Coordenação da produção: Jorge Fonte

É uma cadeira de praia. Uma reinvenção de um clássico com uma abordagem contemporânea. Não é desmontável, mas é empilhável.

Em torno dos antigos desenhos de assentos de couro prensados tradicionalmente, designer e artífice exploraram desenhos de estilos diferentes, desde exemplos da família Camon ou de uma marca, até sinais decorativos de flores e animais. O contraste entre os desenhos decorativos e a moldura contemporânea provou ser mais forte e eficaz. O trabalho com Beatriz ajudou Marco a perceber que precisava mudar a abordagem aos símbolos, inicialmente geométricos e gráficos, para uma abordagem mais orgânica. Encontrar amostras tradicionais e orgânicas foi realizado por ambos pelo que o resultado final é de facto um projeto em equipa.

 

Feuillade

Sam Baron com António Almeida e Clara Sales

Com: Paula Braz, Ivo Ferreira

Coordenação da produção: Jorge Fonte.

Feuillade é uma coleção composta por três peças; um candeeiro de parede, um candeeiro de chão (também disponível na versão candeeiro de teto) e um espelho. Todos têm por base o contraste entre as suas estruturas simples e os ricos ornamentos tradicionais das lanternas que ainda hoje se executam na Oficina de Latoaria da FRESS. Sam Baron aplicou as técnicas de execução das lanternas tradicionais de forma contemporânea, interagindo de forma subtil com a luz. Executados a partir de volumes simples, estes objetos tradicionais de iluminação tornam-se impressionantes, graças aos diferentes tipos e quantidade de folhas de metal que foram aplicadas. A riqueza e diversidade dos diferentes desenhos e moldes de folhas que existem na Oficina de Latoaria foram utilizados como padrão para criar as várias peças que projetam sombra quando os candeeiros estiverem acesos. A aplicação de “folha de ouro” pretende uniformizar estrutura e ornamentos, conferindo-lhes uma presença forte no espaço onde forem colocados. Este toque final foi também entendido como uma forma de iluminar e enriquecer um material simples como o metal em que foram produzidos os candeeiros, tornando-os “quase glamourosos”.

©2019